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A PRINCESA BRASILEIRA FÍSICA E ASTRÔNOMA – MARIA AMÉLIA DE BRAGANÇA

Edição pertencente ao Canal Apaixonados por História, para usá-la dê os créditos.

Nascida no dia 1 de dezembro de 1831, Maria Amélia Augusta Eugênia Josefina Luísa Teodolinda Heloísa Francisca Xavier de Paula Gabriela Rafaela Gonzaga, mais conhecida como Princesa Maria Amélia de Bragança, ou simplesmente Princesa Flor, foi a filha única da Imperatriz Amélia de Leuchtenberg e do Imperador Dom Pedro I.

A imperatriz Amélia engravidou durante a viagem a Minas Gerais, onde Dom Pedro I não foi bem recebido pelo povo e teve que voltar as pressas a capital imperial, o Rio de Janeiro.

Após a viagem política fracassada, o Imperador percebeu que o melhor a fazer era renunciar ao trono e no dia 7 de abril de 1831 Dom Pedro I abdicou em favor de seu filho Dom Pedro II que na época tinha apenas 5 anos de idade.

Depois disso Dona Amélia de Leuchtenberg, Dom Pedro e a Rainha Dona Maria II tiveram que deixar o Brasil e seguir para a Europa, deixando para trás quatro filhos do primeiro casamento de Dom Pedro I com Dona Leopoldina. O ex-imperador iria guerrear contra seu irmão Dom Miguel que havia usurpado o trono português que pertencia a Rainha Maria II.

Durante a viagem de volta a Europa, Dona Amélia se sentiu muito incomodada com o balanço da embarcação e logo após descobriu que estava grávida. A criança que estava sendo gerada, segundo as leis da época deveria ser considerada brasileira.

Em carta Dom Pedro I afirmava:

[…] Já saberá pelas folhas públicas que o ministro do Brasil serviu de testemunha porque esta minha filha, posto que nascida na França, é brasileira porque foi concebida antes da minha abdicação […]”

A princesinha nasceu em Paris no dia 1 de dezembro de 1831, um dia antes do aniversário de 6 anos de seu irmão, o Imperador Dom Pedro II. Em carta Dom Pedro IV avisou os irmãos da princesinha sobre seu nascimento: “A Divina Providência quis diminuir a tristeza que sente meu coração paterno pela separação de V.M.I. [Vossa Majestade Imperial] dando-me mais uma filha e, à V.M.I., mais uma irmã e súdita …”.

Para legitimar a menina como princesa brasileira nascida no exílio, o Duque de Bragança Dom Pedro IV convidou algumas autoridades como o embaixador do Brasil em Paris, para acompanhar o parto como vimos no relato. Os padrinhos de batismo da Princesa Maria Amélia foram o Rei Luís Filipe da França e sua esposa, a Rainha Maria Amélia de Nápoles e Sicília. A Princesinha Maria Amélia recebeu tal nome em homenagem a Rainha da França que era sua madrinha.

Quando a Princesa Maria Amélia contava com quase 2 meses de vida seu pai o Duque de Bragança Dom Pedro partiu para os Açores, onde liderou tropas liberais contra o Rei Dom Miguel que havia roubado o trono da Rainha Maria II. A Duquesa Amélia, a Princesa Maria Amélia e a Rainha Maria II permaneceram em Paris enquanto Dom Pedro lutava em Portugal.

A Guerra Civil dos dois irmãos durou de 1832 a 1834 até que Dom Miguel foi finalmente derrotado e exilado. Depois disso a Rainha Maria II, Dona Amélia e a Princesa Maria Amélia puderam se mudar para Portugal em segurança, chegando lá no dia 22 de setembro de 1833.

Dom Pedro havia feito uma promessa, disse que não cortaria sua barba até vencer a guerra contra seu irmão. Do encontro da família existe um relato:

“Nunca o vi [o Duque de Bragança] tão feliz e satisfeito. Ele embarcou um pouco acima de Belém e foi recebido, na escada, pela Imperatriz [Dona Amelia], que abraçou-o e beijou-o com o maior carinho: a Rainha [Dona Maria II] estava muito emocionada e não conseguiu segurar as lágrimas. A Princesinha [Dona Maria] Amelia, sua filha mais nova, teve boa parte de sua atenção: ela ficou um pouco assustada com sua barba espessa e não correspondeu muito às suas carícias.”

Juntos, a família foi morar no Palácio Real de Queluz. Por ter lutado bravamente na guerra civil Dom Pedro foi apelidado como ” o Rei soldado”, entretanto ele adoeceu, contraiu tuberculose e ficou muito fragilizado. Com quase três anos de idade a Princesa Maria Amélia foi levada ao leito de morte de seu pai, que a abençoou dizendo: “Sempre fale a esta criança do pai que a amava tanto… sempre obedeça dua mãe… esses são meus últimos desejos.”

Antes de falecer Dom Pedro I do Brasil e IV de Portugal deixou claro que seu maior desejo era que todos seus filhos tornassem pessoas cultas e instruídas, ele incentivava os estudos de todos seus descendentes, de fato, o primeiro imperador do Brasil era um pai muito rígido quando o assunto era educação. Para Dom Pedro a educação vinha em primeiro lugar, sempre.

Com a morte de Dom Pedro IV, sua esposa Dona Amélia de Leuchtenberg ficou extremamente abalada, decidiu nunca mais se casar e guardou luto em memória de Dom Pedro e em respeito a filha única. Juntas, mãe e filha foram morar no Palácio das Janelas Verdes em Portugal.

Em Lisboa a duquesa Amélia dedicou-se a educação da Princesa Maria Amélia que demonstrou ser uma menina extremamente inteligente e desembaraçada.

Tudo ia bem, mas existia um problema, a princesa Maria Amélia não foi reconhecida como Princesa brasileira pela regência que governada o Brasil, pois a menina tinha nascido na França. A situação só mudou após a Declaração da Maioridade do Imperador Dom Pedro II que fez questão de reconhecer sua irmã mais nova e sua madrasta como membros da Família Imperial Brasileira.

Aos seis anos de idade a princesa e sua mãe, mudaram-se para a Baviera, onde viveram de 1838 até 1850. Lá Maria Amélia conviveu com sua avó materna, a Duquesa Augusta da Baviera.

A Princesa Flor, filha da Imperatriz Rosa tornou-se uma moça de personalidade forte, muito decidida e com bom senso de humor, características herdadas de seu falecido pai. O maior sonho da princesa era conhecer o Brasil e sua família que morava aqui.

Os professores afirmavam que a Princesa Maria Amélia: “tem, sem saber, um talento excepcional para a dialética, uma habilidade que faria a fortuna de um jovem estudante de direito.”

O Dr. Francisco Kunstmann professor de teologia da Academia Real das Ciências de Munique, a ensinou os mistérios da teologia, e também aulas de gramática, retórica, filosofia racional, filosofia moral, literatura alemã, geografia e história universal, no qual a princesa fez grandes avanços.

Com o professor Mr. Everill, a Princesa Maria Amélia aprendeu a língua inglesa, que falava e escrevia com facilidade e perfeição. Após finalizar os estudos que recebeu na Alemanha no curso completo de ciências físico-matemáticas, ela passou a estudar com o Dr. Sieber, um dos mais importantes professores de física de sua época.

Como resultado de seus estudos ela realizou uma brilhante prova num exame feito no gabinete de física na Universidade de Munique. Nesse mesmo período a jovem também se dedicou as ciências astronômicas.

A Princesa Maria Amélia de Bragança tinha vocação especial para a música e para a pintura, em que apresentou alguns trabalhos de alta qualidade. Ela era motivo de admiração nas cortes da Baviera, Inglaterra, Rússia, Saxónia e Suécia, por onde passou em companhia de sua mãe. 

A Princesa tinha muito orgulho de seu falecido pai, aparentemente o maior incentivo que tinha para se aplicar tanto aos estudos eram as inúmeras cartas de D. Pedro, aconselhando que seus filhos estudassem com empenho. Em 1851 Maria Amélia visitou o Palácio de Queluz onde Dom Pedro I havia falecido. Sobre a passagem a Princesa escreveu:

Estive no [Palácio Real de] Queluz… Após a morte de meu pai, nunca havia visto este palácio novamente. Não conseguia lembrar-me de nada, absolutamente nada, com exceção do quarto onde meu pai morreu!… Lá lembrei-me de tudo. Cada objeto foi gravado em minha memória, mesmo tendo, naquela ocasião, três anos de idade! Foi com grande emoção que entrei naquele quarto!… A cama… a cama ainda é a mesma, no mesmo local, com as mesmas cortinas, as mesmas colchas, os mesmos travesseiros… tudo tão bem preservado…

O jardim é bonito; foi-me mostrado um laranjal, plantado no mesmo ano da morte de meu pai, e por sua ordem, e um plátano plantado por ele… Uma profunda tristeza invadiu-me ao contemplar estas árvores que tinham sobrevivido a meu pai e que, provavelmente, sobreviverão a todos nós. É uma imagem da fragilidade humana. O homem é o mais frágil de todos os seres; ele morre, enquanto os objetos aparentemente criados para seu uso, suportam a séculos!… Mas estou divagando em minhas reflexões melancólicas…– Maria Amélia

A Princesa Maria Amélia demonstrou bastante interesses em matérias como física e astronomia, ela desejava estudar tais matérias em uma Universidade, entretanto em Portugal isso não era possível para as mulheres, então em 1853 a princesa e sua mãe mudaram-se para Munique afim de dar início aos estudos no ramo da física e astronomia. Quatro anos depois Maria Améia de Bragança tornou-se uma das primeiras mulheres no mundo a obter diploma em física e astronomia. Depois disso elas voltaram a Portugal e a moça foi apresentada a corte. Além de se especializar em matérias de exatas, a princesa gostava de filosofia também.

Ainda na infância, Maria Amélia conheceu o Arquiduque Maximiliano da Áustria, eles cultivaram uma amizade muito bonita e gostavam da companhia um do outro. Em janeiro de 1852 quando Maria Amélia contava com 20 anos e Maximiliano 19 eles se reencontraram e os dois jovens se apaixonaram.

Decidiram fazer um noivado secreto, já que Maximiliano só poderia anunciar um noivado depois que seu irmão mais velho noivasse primeiro. Logo começaram os preparativos para o casamento, Maximiliano demonstrava ser completamente apaixonado pela princesa brasileira, mas a alegria durou pouco, pois em fevereiro Maria Amélia contraiu escarlatina que logo evoluiu para um quadro grave de tuberculose.

Em busca da cura da filha única, Dona Amélia e a princesa mudaram-se para o Funchal na Ilha da Madeira, pois o local tinha a fama de clima ameno e ares puros. Na época todas as pessoas que tinham condições financeiras elevadas e que sofriam de moléstias pulmonares iam para Ilha da Madeira se tratar. Sobre a fama da Ilha a Princesa anotou: “as febres desaparecem, dizem eles, como que por magia!”

Antes da viajem a princesa pode ter sentido um mal presságio, ao que disse a sua sobrinha Maria Ana de Bragança:

“Não é verdade, Maria, que você não vai me esquecer?”

Sobre a beleza da Ilha paradisíaca a Princesa cheia de esperanças escreveu:

 “Se eu um dia recuperar a minha saúde, vamos ficar muito tempo nesta ilha, vamos fazer longas excursões nas montanhas, vamos encontrar novas trilhas, como só fizemos em Stein (Baviera, Alemanha)”

No início de 1853 Maria Amélia que já estava acamada disse:

 “A minha força diminui dia a dia; eu posso sentir isso… estamos chegando ao começo do fim!”

Na madrugada do dia 4 de fevereiro a princesa brasileira recebeu os últimos sacramentos, Dona Amélia de Leuchtenberg estava aterrorizada com a possibilidade da morte de sua filha única, a moça ao perceber a angústia de sua mãe a consolou dizendo:

“Não chore … deixe que a vontade de Deus seja feita; que Ele possa vir em meu auxílio em minha última hora; que Ele possa consolar minha pobre mãe!”.

Então no dia 4 de fevereiro de 1853 às quatro horas da manhã, a Princesa Maria Amélia de Bragança faleceu.

Dona Amélia de Leuchtenberg ficou extremamente triste e abatida, ela não queria e não conseguia de forma alguma enterrar o corpo da filha que ficou por cerca de dois meses embalsamado na Ilha da Madeira.

O Arquiduque Maximiliano passou sua vida inteira pensando na Princesa Maria Amélia, dizem que ele usava um anel que continha um cacho de cabelo de sua amada. Ele acabou se casando anos depois, mas foi apenas um casamento político e não por amor da parte dele. O imperador Maximiliano foi assassinado no México posteriormente, mas isso é assunto para outro vídeo.

No dia 12 de maio de 1853, o corpo da princesa desembarcou em Lisboa, recebendo um grande funeral e sendo sepultado no Panteão dos Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora ao lado de seu pai Dom Pedro I.

A Imperatriz Amélia de Leuchtenberg fundou um hospital no Funchal em memória de sua filha, chamado Hospício da Princesa Dona Maria Amélia, naquela época a palavra hospício não tinha nenhuma relação com hospitais para pessoas com problemas mentais. Antigamente a palavra Hospício era usada para denominar estabelecimentos onde se davam hospedagens e tratamentos gratuitos a pessoas pobres ou doentes. Algo como um abrigo.

Enquanto estava viva, a Imperatriz Amélia de Leuchtenberg visitou por todos os anos no dia 4 de fevereiro o túmulo da princesa flor. Mãe e filha desejavam ser enterradas no mesmo local para ficarem unidas para sempre, porém em 1982, os restos mortais da Princesa Maria Amélia foram trasladados para o Brasil e sepultados no Convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro. Já sua mãe a Imperatriz Amélia de Leuchtenberg descansa na Cripta Imperial, no Monumento à Independência em São Paulo.

FONTES & LIVROS:

ALESP – Museu de Arte: Imperatriz Dona Amélia. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=329406

PDF – Uma filha de D.Pedro I, Dona Maria Amélia. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Disponível em: https://bdor.sibi.ufrj.br/bitstream/doc/411/1/354%20PDF%20-%20OCR%20-%20RED.pdf

Foto em HD alta definição do retrato da Princesa Flor. Disponível em: https://artsandculture.google.com/asset/retrato-da-princesa-dona-maria-am%C3%A9lia-de-bragan%C3%A7a-autor-n%C3%A3o-identificado/3gFyc5OWhd20gQ?ms=%7B%22x%22%3A0.4678168556765475%2C%22y%22%3A0.12351673809499947%2C%22z%22%3A10.69418148364809%2C%22size%22%3A%7B%22width%22%3A0.8021986126848633%2C%22height%22%3A0.3087918452374987%7D%7D

Causa Imperial: Em memória da Princesa Flor. Disponível em: https://pt-br.facebook.com/CausaImperial/photos/em-mem%C3%B3ria-da-princesa-florh%C3%A1-exatos-cento-e-oitenta-e-tr%C3%AAs-anos-nasceu-a-prince/811708612201539/

Fundação Princesa Dona Maria Amélia. Disponível em: https://www.fundacao-princesaamelia.pt/

A imperatriz Amélia de Leuchtenberg e o fim do primeiro império. Equipe Brasiliana Iconográfica. Disponível em: https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20228/a-imperatriz-amelia-de-leuchtenberg-e-o-fim-do-primeiro-imperio

Mostra em Munique revela casamento secreto da princesa Amélie. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/mostra-em-munique-revela-casamento-secreto-da-princesa-am%C3%A9lie/a-5677038

Entre cadernos e pincéis: a obra inacabada na educação da princesa “flor”. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/index.php/rbpab/article/view/5102

Princess Maria Amélia of Brazil. Disponível em: https://pantheon.world/profile/person/Princess_Maria_Am%C3%A9lia_of_Brazil/

Ficheiro: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Princess_Maria_Am%C3%A9lia_of_Brazil?uselang=pt

A Lost Love – Archduke Maximilian and Princess Maria Amélia. Disponível em: https://www.historyofroyalwomen.com/portugal/lost-love-archduke-maximilian-princess-maria-amelia/

LiquiSearch. Disponível em: https://www.liquisearch.com/princess_maria_am%C3%A9lia_of_brazil

Portugal – Dicionário histórico. D. Maria Amélia, Princesa do Brasil. Disponível em: http://www.arqnet.pt/dicionario/mariaamelia2.html

PDF – A Princesa “Flor” – Revista Brasileira. Publicada pela Academia Brasileira de Letras. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/139955/per139955_1945_00013.pdf

Entre cadernos e pincéis: A obra inacabada
na educação da Princesa “Flor”
. Disponível em: https://pdfs.semanticscholar.org/e1e5/8b2b5359a3b74fe0c13a456ef2bfc93d466e.pdf

Retrato HD Alta Definição – Princesa Maria Amélia de Bragança. Disponível em: https://artsandculture.google.com/asset/retrato-da-princesa-dona-maria-am%C3%A9lia-de-bragan%C3%A7a-autor-n%C3%A3o-identificado/3gFyc5OWhd20gQ

Por Apaixonados por História - Professora Sabrina Ribeiro

O Canal Apaixonados por História foi criado no dia 11 de janeiro de 2020 pela historiadora, pesquisadora e Professora Sabrina Ribeiro.

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